
Somos em parte nós mesmos, e em parte os outros. E porque digo isso? Porque a grande maioria das pessoas são aquilo que os outros querem que elas sejam. Bendito são aqueles que pouco se importam com a pressão social.
Hoje nos dividimos em grupos, os mauricinhos, as patizinhas, os emos, os punkeros, os garotos tuning, as garotas que gostam de fazer biquinho no Orkut e por ai vai. E se você não se inserir em um grupo, que Deus tenha piedade da sua vida social na adolescência.
Lembro-me bem da minha época de 2° grau, os grupos se reunião no pátio da escola, e os excluídos? Bom, ficavam num canto qualquer, ou por serem nerd’s demais, ou por terem algum problema. Alguns desses grupos mal se dão o trabalho de abrir espaço para essas pessoas, causando sempre algum trauma na adolescência. Fora que em todo colégio há a perseguição que os palhaços que adoram ser o centro das atenções fazem aos outros.
Eu fico feliz em olhar para trás e ver que não estive necessariamente inserido em determinado grupo social, e isso percebi quando eu vi que podia ser eu mesmo, sem seguir o padrão da “galerinha”. No colégio, mais precisamente no Estadual de Araranguá, muita gente vivia de aparência (e hoje a coisa não deve ter mudado ainda), hoje nem sei onde anda o “popular”, ou por onde anda a “garota modelo” ou o “cara palhaço que faz todo mundo rir”. O que eu sei é que hoje não são esses títulos que farão dessas pessoas alguém na vida, e sim seu caráter que deve ser construído cotidianamente.
Não olhe alguém com indiferença, não faça pouco das pessoas por suas limitações ou por serem diferentes. Pois nascemos para sermos diferentes uns dos outros, e sendo iguais por força externa, perderemos nossa verdadeira identidade e uma boa oportunidade de ser alguém melhor num futuro que é incerto.
Fernando Triches


