domingo, 23 de maio de 2010

Verdades do Cotidiano.


Somos em parte nós mesmos, e em parte os outros. E porque digo isso? Porque a grande maioria das pessoas são aquilo que os outros querem que elas sejam. Bendito são aqueles que pouco se importam com a pressão social.

Hoje nos dividimos em grupos, os mauricinhos, as patizinhas, os emos, os punkeros, os garotos tuning, as garotas que gostam de fazer biquinho no Orkut e por ai vai. E se você não se inserir em um grupo, que Deus tenha piedade da sua vida social na adolescência.

Lembro-me bem da minha época de 2° grau, os grupos se reunião no pátio da escola, e os excluídos? Bom, ficavam num canto qualquer, ou por serem nerd’s demais, ou por terem algum problema. Alguns desses grupos mal se dão o trabalho de abrir espaço para essas pessoas, causando sempre algum trauma na adolescência. Fora que em todo colégio há a perseguição que os palhaços que adoram ser o centro das atenções fazem aos outros.

Eu fico feliz em olhar para trás e ver que não estive necessariamente inserido em determinado grupo social, e isso percebi quando eu vi que podia ser eu mesmo, sem seguir o padrão da “galerinha”. No colégio, mais precisamente no Estadual de Araranguá, muita gente vivia de aparência (e hoje a coisa não deve ter mudado ainda), hoje nem sei onde anda o “popular”, ou por onde anda a “garota modelo” ou o “cara palhaço que faz todo mundo rir”. O que eu sei é que hoje não são esses títulos que farão dessas pessoas alguém na vida, e sim seu caráter que deve ser construído cotidianamente.

Não olhe alguém com indiferença, não faça pouco das pessoas por suas limitações ou por serem diferentes. Pois nascemos para sermos diferentes uns dos outros, e sendo iguais por força externa, perderemos nossa verdadeira identidade e uma boa oportunidade de ser alguém melhor num futuro que é incerto.





Fernando Triches

Velhos Amigos


Não importa o tempo que passe, não importa como as coisas aconteçam, os velhos amigos sempre estarão lá. Talvez porque a amizade nasça de um começo de entendimento sobre a vida em determinado aspecto. Os amigos que nascem nesse processo são os velhos amigos.
Muita gente já esqueceu dos velhos amigos, ou por capricho os deixou de lado. Quando mudam de ritmo a vida, nem todos o acompanharão, inclusive os velhos amigos, mas sabemos que velam por nós.
Nunca deixe seus velhos amigos pra trás, não os torne passado. Preserve-os, principalmente aqueles que sempre te trataram com consideração, que enxergam em você não apenas um companheiro de festa, mas um ser humano.
Deixei velhos amigos de lado, esqueci-os, sinto falta dessas velhas amizades, que no meu parecer eram consistentes e me davam segurança. É bom saber que eles existem ainda, pois nunca é tarde para se arrepender e pedir desculpas pelo descaso.

Fernando Trichês

Voltei!!!


Um caminho é sempre um caminho, você escolhe se continua andando ou se para e descansa um pouco.

Uma vida é sempre uma vida, você escolhe viver com a certeza ou se deixa a dúvida te consumir.

Um dilema é sempre um dilema, você escolhe resolve-lo ou filosofa sobre ele.

Sempre em um exato momento da sua vida algumas coisas mudarão. E você terá que encará-las de uma forma ou de outra. O que não pode é ter pressa para mudar alguma coisa que naturalmente aconteceu.

Eu não tenho mais pressa, não estou angustiado e estou curtindo uma nova fase, acredito que tudo aconteceu, acontece e acontecerá no momento certo.

Enquanto eu acreditei, foi perfeito, mas agora já estamos em outra história.



Fernando Trichês.

sábado, 6 de junho de 2009

O fim de tudo isso...


Tirando alguns poemas e pensamentos que escrevi aqui, cheguei a conclusão que o resto é bobagem. Tanta coisa pra falar sobre o arrependimento, a dor, a falta e a saudade. Isso não levou minha alma ao mais alto patamar, nem dissipou as lembranças gravadas profundamente. Nem tampouco me mostrou outro caminho, e na verdade não há outro caminho, pois ele não muda, o que muda são as pessoas que estão com você nesse caminho, aquelas em que nosso lugar sempre existira, para onde um dia poderemos retornar.
Tenho todos os motivos pra reclamar? Acho que não, e por eu achar que tinha, isso se tornou uma busca pelo vento, um tiro no ar. São poucas as pessoas que tentam transmitir seus sentimentos em palavras, e ainda por cima, expô-los para que todos vejam. Não é uma tentativa de que tenham pena de mim, nem que a pessoa X se sensibilize. Talvez um dia eu queria olhar para isso e lembrar, apenas lembrar. Pois antes eu lembrava e sentia, e isso doía de forma estranha, não era dor forte, nem fraca, era a pior das dores, era a dor do amor.
O amor? O amor é torto, ele é arriscado e imprevisível, ele nos molda, sim, ele nos transforma de algum jeito. Nem sempre da melhor maneira que podia. E você fica totalmente refém dessa condição, renega a muitas coisas, e alguns casos, renega a si mesmo.
Voltando a mim (pois eu falo somente de mim nesse blog hehe) então, tantas pessoas dizem o óbvio, e engraçado que somos patéticos enquanto sofremos. Prometi então, no dia em que a minha ultima lagrima caiu, que aqui somente escreveria, quando me sentisse liberto.
Pensei, observei, questionei e cheguei a conclusão de que eu não podia esperar que a libertação de tal condição viesse, mesmo que a cavalo. Libertei-me do meu passado, fiz jus ao sentido dessa palavra.
E as lembranças se tornaram apenas lembranças, sem o efeito de sentir.
Hoje, é o começo do mesmo caminho, do caminho onde eu estava parado...

Encerro aqui, o Diário de Pierrot, pois a Colombina ainda esta por vir...

Abraços a todos, muita paz e amor!!!



Fernando Trichês.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Retornar...

Certa vez eu li uma frase que dizia assim.
“Devemos retornar para onde existam pessoas que pensem em nós.”
E está certo, esse é o nosso lugar, é o nosso acalento.
É para onde devemos retornar, pois aqueles que pensam em nós, são aqueles cuja a nossa existência tem significado. Estaremos sempre na lembrança de certa forma, vivo dentro dessas pessoas.
Se não tivermos um lugar para retornar, se não tivermos alguém que pense em nós, nosso propósito se sucumbirá, estaremos perdidos em um caminho sem luz.
Não deixe que aqueles que pensam em você, sumam, perder isso é perde uma parte de si mesmo...


Fico muito feliz em saber que não perdi as pessoas que pensam em mim, assim minha existência tem um propósito, e o meu caminho nunca se apagará...


Fernando Trichês

domingo, 10 de maio de 2009

"EU"

Eu fujo, eu corro, eu me escondo, mas não adianta. Por que?
Eu quero viver, mas quanto mais eu corro, mas percebo que estou preso.
Eu viciei no sofrimento? Será que eu ainda tenho esperanças?
Eu, eu, eu e eu... Sou só eu, minha vida esta resumida nessa maldita lembrança.
Eu, até onde eu vou conseguir caminhar, pois no fim, é só eu...



Fernando Trichês.

sábado, 18 de abril de 2009

"Sem título temporariamente"

Puderá chegar às estrelas e tocá-las.
Ou então compreender o desenho das nuvens.
Seguir o curso do rio e me perder no mar.
Quero fugir dessa idéia platônica de felicidade que é tão inconstante quanto o vento.
Teimo em ser feliz.
Me sentir na realidade de outra pessoa.
Quero sentir novamente o gosto da liberdade.
Por favor, me deixa ser libertado.
Preso nas lembranças de te ver chegar e na saudade de te ver partir.
Eu preciso me jogar no penhasco da vida e eu vou.
Mas entenda, preciso ir sozinho.
Sem você, não tente se jogar, afinal esse penhasco de vida é só meu pra compreender que la fora existe algo mágico que estará além de mim.
E dessa realidade de mentira.
O amargo das desilusões me instigam a descobrir o doce do desconhecido.
Eu vou além.
Eu sou alguém.
Sem dizer a quem.
Pois a vida é fugaz.
E meu tempo de agora em diante, será de quem me fizer sentir vivo.




Sílvio Triques
Fernando Trichês